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Tarot na net: a qualquer hora e em qualquer lugar

Com o meu método, pode através da internet fazer uma tiragem de tarot com veracidade e seriedade sem sair de casa. Poderá experienciar o mundo do tarot de uma forma muito positiva: tarot_net@sapo.pt

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29.11.08

Vivências...


tarotnet

Quer seja durante as consultas ou em conversas via mail ou online existe sempre um tema que surge e diz respeito à minha vivência pessoal, como cheguei até aqui, que experiências me permitiram atingir o conhecimento necessário para poder desenvolver a área da tarologia. Penso que apenas estudando  o tema não conseguiria ter nem um terço do conhecimento nem da sensibilidade que tenho actualmente (mesmo que o saber actual seja pouco, seria ainda menor se não tivesse vivido e experenciado o que ficou para trás).

Completei recentemente 30 anos e não posso dizer que tenho 30 anos de experiencia :-) Desde que se nasce que começamos a captar e a absorver informações mas eu apenas começo a contar a partir dos meus 14 anos porque foi nesse periodo que comecei a tomar decisões que sabia que iriam mexer radicalmente comigo e com a forma de estar daí em diante. Para outras pessoas poderá ser mais cedo ou mais tarde, depende, no meu caso tenho bem presente essa idade.

Como eu não tenho segredos (ou quase nenhuns :-)!!!!) resolvi escrever uma série de post´s intitulados de "Vivências" e neles vou contar alguns dos meus trajectos e assim também partilhar convosco algumas dessas vivências, umas mais positivas que outras.

Eu costumo dizer que em criança era muito sem sal!!! E digo isto porque não era uma criança muito receptiva aos outros, como filho único sempre fui protegido de forma a que o mundo não me conseguisse tocar, estava sempre vigiado para que nada me acontecesse. Penso que é uma reacção normal dos pais, protegerem ao máximo os filhos e cedo me habituei a criar os meus mundos e as minhas fantasias. Não sentia necessidade de amigos porque os amigos que eu criava eram bem mais divertidos.

Claro que isto fez com que ficasse uma criança mais isolada e menos atenta ao mundo e também muito mais desfazada do que realmente se passava na sociedade. Rapidamente me tornei numa criança com receios, pouco dada a confrontos e muito pacifista. Tinha muitos amigos e divertia-me muito mas nunca fui notado por nenhuma qualidade especial, era mais um e se não fosse brincar nesse dia também não notavam a minha falta.

Sempre tive uma personalidade muito independente e também os meus gostos eram bastantes diferentes dos restantes meus amigos por isso também me sentia uma pouco alternativo (claro que naquele tempo não dizia que era alternativo!!! Isso é uma qualificação que dou agora!!). Quando se é calminho e não somos chamados pelo grupo de amigos para irmos jogar futebol apenas nos resta ser bons alunos :-) E sempre fui um bom aluno (ao menos isso, ehehehe!!) Até que a idade vai passando e mudo de escola para frequentar o 7º até o 9º, bem, que periodo terrivel!!!

Uma escola totalmente diferente e de repente sou confrontado com o que agora se designa de bulling, com rufias, com violencia gratuita. E rapidamente me apercebo que só tenho duas soluções, ou vencer ou juntar-me a eles. Se há coisa que ainda hoje não suporto são injustiças e situações em que o mais forte vence pela sua superioridade de força.

Nos primeiros tempos ainda consegui escapar mas sabia que não podia ser para sempre e para mim era impensavel por exemplo pagar 100 escudos por dia para não me baterem.

Então o dia chegou e o grupinho dos meninos dirigiu-se a mim e fizeram a proposta do costume, ou pagava 100 escudos ou então era levar porrada todos os dias!!!!

Não sou uma pessoa violenta e por isso evito confrontos mas não fujo a eles!!! Disse-lhes educadamente que não dava dinheiro nenhum e nem tive tempo de resposta, foi logo começar a levar!! Nesse dia cheguei a casa e nem comi porque me sentia mesmo mal com a sensação de injustiça e de revolta dentro de mim. Nessa noite não dormi e tomei uma decisão muito importante, a partir desse dia não iria evitar os confrontos porque era impossivel escapar a eles, iria enfrenta-los de imediato para não ter que andar com medos para sempre.

No dia seguinte cheguei à escola e o grupo estava à minha espera (eram 4 rapazes), animados e bem dispostos porque pensavam que iriam ter mais diversão, estavam a vir na minha direcção e nem tiveram tempo de dizer nada porque eu acertei logo no primeiro na cara, o segundo nem reagiu porque não era normal estarem a ser atacados e o terceiro ainda tentou responder mas também levou. Nesses minutos de luta ganhei a minha independencia, nunca mais fui incomodado :-)

A partir desse dia tive uma sensação que era respeitado, não por mim mas pela força bruta e também tive a noção que podia impor a minha vontade a outros, mais fracos. Mas penso que a grande lição a tirar é que é preciso saber parar depois de se cometer a violencia, ou seja, usei a violencia para me libertar mas depois também ganhei um poder que soube bem mas sabia ser errado e daí senti-me muito bem por saber fazer a escolha certa e voltar a ser a pessoa calma que era. Claro que se voltasse precisar  usar da força o faria mas também não iria incomodar ninguém só porque sabia que tinha essa força ou vantagem.

E foi esta a minha primeira grande lição, só porque temos um "poder" não devemos incomodar ou escravizar os outros, o poder serve para ajudar a facilitar a caminhada dos outros e a nossa também, nunca para obstruir.

 

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